NOVIDADES

As marcas precisam entender que a comunicação mudou

6 de outubro, 2015

Já havia acontecido com a Skol no carnaval de 2015. Um jogo de palavras que foi considerado machista por um grupo de mulheres forçou a cervejaria alterar às pressas toda a sua campanha. Agora, foi a vez da nova campanha da Novalfem #semMiMiMi. Pegou muito mal para as mulheres que sofrem de terríveis dores com as cólicas menstruais ouvirem que isso é um “mimimi.” Rapidamente, todos vieram a público se explicarem: a marca, a agência e até a Preta Gil.

Em um tempo, não muito remoto, as marcas usavam os meios de broadcast para divulgar suas ideias ou mensagens. O monólogo da marca poderia ser criticado, no máximo, em uma roda de amigos em uma mesa de bar. Atualmente, com o avanço da tecnologia e o uso massivo das redes sociais, toda opinião pode ser ouvida e propagada buscando outras vozes para engrossar o discurso do que se está defendendo.

As marcas precisam entender que a comunicação mudou. A era do “o melhor carro já feito em toda a galáxia” acabou. Não importa o tamanho da sua campanha publicitária, ela precisa do respaldo do consumidor caso contrário a marca e/ou o serviço vendido soará como um discurso vazio para o mercado. E, talvez o pior, a marca poderá ter a sua reputação maculada na percepção do seu cliente. Isso porque, geralmente, a viralização negativa costuma ter um maior alcance do que a mensagem original.

As marcas já não podem propor um monólogo; elas precisam se preparar para o diálogo. Uma mensagem criativa não é mais o bastante. É preciso saber gerar sintonia, conexões emocionais e ideologicas com os seus consumidores.

Em dias em que, qualquer pessoa tem poder propagador tanto para o bem como para o mal, as marcas precisam dobrar seus esforços para manterem uma comunicação transparente, sincera e coerente com o seu público. A partir de agora é assim: sem MiMiMi.

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